A PEC, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, ainda não foi oficialmente encaminhada à CCJ pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União-AP. Alencar expressou sua preocupação com a falta de movimentação, afirmando que não recebeu informações sobre quando Alcolumbre despacharia a proposta para a comissão. “Está tudo parado”, lamentou.
Analisando o contexto, Alencar destacou que a expectativa de discutir o tema em julho considera a possível paralisação do Senado em virtude das festividades juninas e da Copa do Mundo. Para contornar essa situação, Alcolumbre convocou sessões de votação semipresenciais nesta semana, o que permite que senadores participem das votações mesmo fora de Brasília. Essa medida tem atraído parlamentares que preferem permanecer em seus estados para trabalhar em suas campanhas eleitorais.
Fontes próximas ao presidente do Senado relataram que Alcolumbre ainda aguarda um diálogo com Lula antes de avançar na votação da PEC, lembrando que a última interação entre eles ocorreu após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Embora Alencar tenha manifestado a esperança de que a proposta possa ser aprovada antes do recesso, Alcolumbre já deixou claro que a PEC não será submetida a votação direta no plenário e deverá passar por ao menos uma comissão antes disso.
Além disso, a indefinição quanto ao relator da proposta persiste, com nomes como Rodrigo Pacheco e Omar Aziz sendo considerados para o cargo. Neste cenário, a lentidão do processo legislativo pode impactar as expectativas e planos do governo, tornando cada dia sem avanço uma preocupação crescente.





