O jogo começou tenso, e as brasileiras encontraram dificuldades desde o início. Um desempenho abaixo do esperado no primeiro quarto resultou em uma desvantagem de 12 pontos para o Brasil, pressionando ainda mais a equipe na sequência da partida. Entretanto, as jogadoras mostraram resiliência e conseguiram reagir. Com a melhoria em seu jogo, o Brasil conseguiu empatar o placar e, em um momento agônico da última parcial, até tomou a frente, alternando a liderança com o Sudão do Sul.
Ao término do tempo regulamentar, o placar estava empatado em 56 pontos, levando a partida a uma prorrogação. Foi nesse cenário que uma falta cometida sobre Moira Joiner, a apenas 21 segundos do fim, alterou o ritmo da partida. A armadora, em um momento decisivo, converteu os lances livres que colocaram o Sudão do Sul à frente no placar. O Brasil lutou para recuperar a igualdade, mas as tentativas não foram suficientes, resultando na amarga derrota.
No entanto, uma jogadora destacou-se no lado brasileiro: Aaliyah Guyton, com apenas 20 anos, foi a artilheira da partida, anotando 20 pontos, além de contribuir com três rebotes e duas assistências. O legado esportivo dela é notável, sendo filha da renomada Adrianinha, ex-atleta brasileira que conquistou a medalha de bronze na Olimpíada de Sydney, em 2000.
A seleção nacional retorna à quadra nesta terça-feira, enfrentando a Nova Zelândia às 23h30 (horário de Brasília), antes de encerrar sua participação na fase de grupos contra a Argentina, na quinta-feira, às 15h. As partidas estão disponíveis ao vivo no canal da FIBA no YouTube.
O formato do torneio prevê que as duas primeiras seleções de cada grupo avancem para as semifinais, onde enfrentarão os classificados do Grupo B, que conta com Canadá, México, Filipinas e Senegal. A equipe campeã assegura sua vaga no Pré-Olímpico, agendado para fevereiro de 2028, que vai definir a presença de 10 das 12 seleções que participarão dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Se o Brasil não conseguir o título no México, terá que buscar a classificação na Copa América, que ocorrerá em julho do próximo ano, em El Salvador, onde deverá ficar entre as quatro primeiras. As expectativas são altas, e a luta pela repescagem já começa a se desenhar.
