A poucos dias da convenção estadual do MDB, marcada para 5 de agosto, permanece indefinida a composição da chapa que será liderada pelo senador Renan Filho (MDB) na disputa pelo Governo de Alagoas. Enquanto a direção emedebista evita antecipar qualquer decisão, o PT intensifica as articulações para conquistar a vaga de candidato a vice-governador.
A legenda, comandada em Alagoas pelo deputado estadual Ronaldo Medeiros, sustenta que a participação na chapa majoritária fortaleceria a aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que a composição reforçaria o discurso adotado por Renan Filho durante a pré-campanha, marcado por demonstrações públicas de alinhamento ao governo federal.
Entre os nomes mencionados para representar o PT estão o próprio Ronaldo Medeiros, o ex-deputado estadual Judson Cabral e Dafne Orion, que já integrou as articulações do MDB na eleição municipal de Maceió em 2024.
Nos partidos aliados, no entanto, há quem defenda um perfil diferente para a vaga. A avaliação é de que o vice ideal deveria possuir forte presença eleitoral em Maceió, onde o grupo político dos Calheiros historicamente enfrenta maior resistência. Esse fator é considerado estratégico para ampliar o desempenho da chapa na capital.
Nesse contexto, o senador Davi Davino Filho (Republicanos), pré-candidato à reeleição ao Senado, continua sendo apontado por alguns aliados como um nome capaz de agregar votos. Apesar disso, interlocutores das negociações consideram remota, neste momento, uma composição entre os dois grupos políticos.
Sem confirmar nomes ou prazos para o anúncio, o MDB mantém as conversas reservadas. A expectativa é de que a definição sobre o candidato a vice ocorra apenas durante a convenção estadual da legenda, quando também serão homologadas as candidaturas ao Governo, ao Senado e aos cargos proporcionais.
