Secretário do Tesouro dos EUA diz que tarifas sobre a China não são piada, mas insustentáveis a longo prazo, afirma Bloomberg.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, abordou a questão da atual taxa tarifária sobre a China em declarações feitas nesta segunda-feira (14). Bessent destacou que, embora ninguém considere sustentáveis as altas tarifas em vigor, a situação não deve ser tratada como uma mera brincadeira.

Em 2 de abril, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva impondo “tarifas recíprocas” sobre importações de 184 países. A taxa inicial estabelecida foi de 10%, porém, 57 nações foram designadas para pagar tarifas ainda mais elevadas, com base no déficit comercial dos EUA com cada um desses países.

Posteriormente, no dia 9 de abril, Trump anunciou a redução da tarifa recíproca de 20% para 10%, além de uma pausa de 90 dias na aplicação das tarifas. No entanto, essa decisão não abrangeu a China, que continuou a ser taxada.

Em meio a uma escalada na guerra comercial entre as duas potências, as tarifas adicionais dos EUA sobre produtos chineses atingiram a marca de 125%, ao passo que a China retaliou com tarifas idênticas sobre produtos americanos. Acrescentando-se a isso, os EUA implementaram uma tarifa adicional de 20% sobre importações chinesas, em função de alegações sobre combate insuficiente ao tráfico de drogas sintéticas.

Essas medidas comerciais agressivas geraram instabilidade nos mercados internacionais, com dezenas de países sendo afetados por tarifas mais elevadas. A situação atual é motivo de preocupação, pois a manutenção desse cenário de tarifas altas pode acarretar consequências negativas para o comércio global e a economia mundial.

Portanto, as declarações de Bessent refletem a necessidade de reavaliar as políticas tarifárias em vigor, visando encontrar soluções que promovam um equilíbrio nas relações comerciais entre os EUA e a China, sem comprometer a estabilidade econômica e financeira internacional.

Sair da versão mobile