Durante o encontro, foi discutida a importância de considerar as particularidades dos povos indígenas na construção de um currículo que atenda às suas necessidades. Também foi abordada a disparidade entre o currículo convencional e o currículo para a educação escolar indígena. O secretário executivo de Desenvolvimento da Educação e Cooperação com os Municípios, Daniel Marinho, ressaltou a importância da recriação da Gerência Especial de Educação Escolar Indígena, que fortalece o diálogo com as comunidades.
A reunião foi celebrada como uma conquista, já que as pautas estão sendo discutidas novamente com a determinação que os povos originários merecem. A equipe da Secretaria de Educação demonstrou comprometimento na consolidação dos direitos dos indígenas, seja em relação à liberdade, seja em relação à educação de qualidade. Além disso, foi destacada a atenção dada à infraestrutura escolar, com a entrega de reformas e a autorização de construção de novas unidades.
O encontro também reacendeu a importância de discutir a realidade dos povos tradicionais e buscar as mudanças necessárias. O gestor da Escola Estadual Indígena Pajé Miguel Selestino da Silva, Gecinaldo Soares de Queiroz, destacou que eventos como esse mostram a educação escolar indígena como ela realmente é e são importantes para a construção de diretrizes e documentos referenciais que oficializem essa educação diferenciada.
Em Alagoas, existem atualmente 17 escolas indígenas nas cinco Gerências Especiais de Educação (GEEs), com a atuação de 227 professores indígenas. Esses profissionais são responsáveis por garantir a educação básica em todas as fases, desde o ensino infantil até o ensino médio, incluindo também a Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI).
Com o encontro, a Seduc reafirmou o compromisso em fortalecer a educação básica nas escolas indígenas de Alagoas, promovendo o diálogo entre os diferentes atores envolvidos e buscando soluções que atendam às necessidades das comunidades indígenas.
