A medida tem como objetivo garantir que todos os imunizantes adquiridos cheguem à população, ampliando a proteção contra a doença. Doses com dois meses de validade poderão ser remanejadas para municípios ainda não contemplados ou aplicadas em faixas etárias mais abrangentes, indo de 6 a 16 anos de idade.
Já as vacinas que estiverem com um mês de validade poderão ter a estratégia expandida até o limite etário especificado na bula da vacina, incluindo pessoas de 4 a 59 anos. Inicialmente, a vacina contra a dengue pelo SUS era voltada apenas para pessoas com idade entre 10 e 14 anos.
É importante ressaltar que a expansão do público-alvo deve levar em consideração a disponibilidade de doses e a situação epidemiológica de cada estado e município. Todas as doses aplicadas devem ser registradas na Rede Nacional de Dados em Saúde para garantir o monitoramento do processo de imunização e a administração da segunda dose.
O Ministério da Saúde também alerta para a importância de completar o esquema vacinal com duas doses da vacina contra a dengue, oferecendo assim a imunização completa. No entanto, houve um baixo retorno para a segunda dose, com aproximadamente 1,3 milhão de jovens que iniciaram o esquema vacinal não retornando.
Por isso, é recomendado que estados e municípios intensifiquem as estratégias de busca ativa para identificar e mobilizar aqueles que ainda não completaram o esquema vacinal. O Brasil foi o primeiro país do mundo a oferecer a vacina contra a dengue no sistema público universal, iniciando a vacinação em fevereiro de 2024 e ampliando para 1.921 municípios até o momento.
