A vacina utilizada nessa campanha é uma inovação totalmente nacional, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Trata-se de uma vacina tetravalente, que é aplicada em dose única. De acordo com as autoridades, essa iniciativa representa um marco significativo em termos de autonomia para o Brasil no combate à dengue.
O ministério destaca que vacinar os profissionais de saúde é uma estratégia crucial para proteger aqueles que atuam na linha de frente, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Esses profissionais estão em constante contato com a população e desempenham um papel vital na identificação e no manejo de casos suspeitos da doença.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que a vacinação está acontecendo inicialmente com toda a equipe multiprofissional cadastrada no SUS, ressaltando a importância desses trabalhadores que realizam visitas domiciliares e monitoram eventuais criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue.
Para os próximos meses, a ampliação da vacinação para o público geral, que inclui pessoas de 15 a 59 anos, está prevista, começando pelos mais velhos. Essa expansão depende, no entanto, do aumento da capacidade produtiva do Instituto Butantan, que, com um investimento de R$ 368 milhões, já encomendou 3,9 milhões de doses.
Desde janeiro, o Ministério da Saúde também está realizando uma vacinação em três municípios-piloto: Botucatu, Maranguape e Nova Lima. Nesses locais, o foco será em adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, com o objetivo de avaliar a eficácia do imunizante na dinâmica populacional da dengue.
Um dos principais avanços nessa estratégia é uma parceria entre o Brasil e a China, visando à transferência de tecnologia do Butantan para a empresa chinesa WuXi Vaccines, permitindo um aumento significativo na produção da vacina.
Com uma eficácia de 74,7% contra a dengue sintomática e 89% de proteção contra formas graves da doença, a vacina desenvolvida pelo Butantan promete ser uma ferramenta essencial para o controle da dengue no país.
Por fim, apesar da redução significativa nos casos de dengue em 2025, com uma queda de 74% em relação a 2024, o Ministério da Saúde ressalta a necessidade de manter as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em todo o Brasil, a fim de evitar novos surtos e proteger a saúde da população.
