O foco principal da vacinação será a população na faixa etária de 15 a 59 anos, grupo considerado prioritário para a proteção contra o vírus da dengue. Para essa primeira fase, será utilizada uma parte das 1,3 milhão de doses inicialmente produzidas pelo Instituto Butantan, conforme declaração do Ministério da Saúde. Além disso, está previsto que os profissionais de saúde que atuam nas unidades básicas de saúde (UBS) também sejam contemplados com a vacinação.
Com o aumento gradual da produção de doses, possibilitado pela parceria de transferência de tecnologia entre o Butantan e a chinesa WuXi Vaccines, a meta é expandir a aplicação da vacina para todo o território nacional. A estratégia contempla iniciar pela população de 59 anos e avançar para menores, até alcançar jovens de 15 anos, conforme a disponibilidade de vacinas.
Atualmente, o SUS já oferece um imunizante em duas doses, fabricado no Japão, para adolescentes entre 10 e 14 anos. A nova vacina deve trazer um impacto significativo, pois estudos recentes indicam que ela pode ajudar a reduzir a carga viral em pessoas infectadas. Pesquisas apontam que, mesmo após a vacinação, os indivíduos apresentaram uma carga viral consideravelmente menor em comparação aos não vacinados, resultando em quadros clínicos menos graves.
A eficácia do novo imunizante foi evidenciada por um estudo que analisou dados de 365 voluntários diagnosticados com dengue sintomática entre 2016 e 2021. Os resultados mostraram uma eficácia geral de 74,7% e de 91,6% contra casos graves da doença. Essa nova abordagem pode ser um passo importante na luta contra a dengue, proporcionando proteção não apenas aos vacinados, mas também contribuindo para a redução da transmissão do vírus entre a população. A aprovação pela Anvisa, após anos de pesquisa e acompanhamento de voluntários, reforça a segurança e a eficácia do novo produto.







