SAÚDE – Vacina contra bronquiolite é disponibilizada pelo SUS para bebês prematuros e com comorbidades, oferecendo proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório.

A partir deste mês, uma importante medida de saúde pública foi implementada no Brasil: bebês prematuros e aqueles com comorbidades terão acesso à vacina contra a bronquiolite no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento disponibilizado, conhecido como nirsevimabe, é essencial na proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais agentes causadores da doença.

O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal, que se diferencia de outras vacinas por fornecer proteção imediata aos pacientes, sem a necessidade de estimular o sistema imunológico dos bebês para que eles próprios produzam anticorpos. Isso torna o tratamento mais eficaz, especialmente para os grupos mais vulneráveis. Em relação aos bebês considerados prematuros, são aqueles nascidos antes de 37 semanas de gestação. As comorbidades que podem afetar crianças com até dois anos incluem condições como doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatias congênitas, anomalias congênitas nas vias aéreas, doenças neuromusculares, fibrose cística, entre outras.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que já foram distribuídas cerca de 300 mil doses do nirsevimabe em todo o país, o que representa um avanço significativo na proteção desse grupo de risco. Além disso, o SUS já disponibiliza vacinas contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, conferindo, assim, proteções desde o nascimento.

Dados apresentados destacam a gravidade do VSR em crianças menores de dois anos. Em 2025, foram registrados mais de 43 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus, com a maioria das hospitalizações ocorrendo em crianças dessa faixa etária. Essa realidade acentua a importância de iniciativas como a disponibilização do nirsevimabe.

Infelizmente, atualmente não há um tratamento específico para a bronquiolite, uma vez que a maioria dos casos se deve a infecções virais. O manejo se concentra no tratamento dos sintomas, com suporte terapêutico, hidratação e, nos casos necessários, suplementação de oxigênio e broncodilatadores. Esta abordagem visa melhorar a qualidade de vida dos pequenos pacientes e mitigar os efeitos da doença. Com a introdução da vacina, espera-se uma diminuição significativa nas complicações e hospitalizações relacionadas ao VSR, trazendo alívio para famílias e profissionais de saúde durante os períodos mais críticos.

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