A paciente, que estava internada em uma unidade especializada, recebeu assistência contínua nos últimos 17 meses, com monitoramento diário por uma equipe multidisciplinar. Além disso, a SES-RJ informou que a mulher foi indenizada pelo governo do estado em julho do ano passado. O órgão também reiterou seu compromisso em fornecer suporte psicológico para os familiares da vítima nesse momento difícil.
A infecção por HIV nos receptores de órgãos ocorreu após transplantes realizados em outubro de 2024, quando foram identificados dois doadores que testaram positivo para o vírus. A situação foi classificada por autoridades de saúde como “sem precedentes e inadmissível”, levantando sérias questões sobre os processos de triagem de órgãos e a responsabilidade das equipes médicas.
As investigações sobre o caso envolvem múltiplas entidades, incluindo o Ministério Público, a Polícia Civil e o Conselho Regional de Medicina do estado. De acordo com informações preliminares, o laboratório PCS Saleme, encarregado de realizar exames de sorologia para detecção do HIV, emitiu laudos fraudulentos que falharam em identificar a presença do vírus nos órgãos de dois doadores. Este laboratório foi interditado pela Vigilância Sanitária, e seu contrato com o governo estadual foi rescindido, levando à renúncia da direção da Fundação Saúde, que gerenciava a operação.
O caso levanta questionamentos críticos sobre a integridade dos processos médicos e a proteção dos pacientes, enfatizando a importância de uma revisão minuciosa dos protocolos de segurança na doação e transplante de órgãos. A sociedade aguarda respostas e medidas efetivas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer no futuro.
