A publicação analisou a incidência, mortalidade e letalidade de sete tipos de câncer tabaco-relacionados, revelando que o cigarro continua sendo um dos principais responsáveis por mortes evitáveis no país. O consultor médico e coordenador do estudo, Alfredo Scaff, ressaltou a importância de alertar a população sobre os danos do tabagismo, não apenas em relação ao câncer de pulmão, mas também a outras formas da doença.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer é a segunda maior causa de morte no Brasil, com 239 mil óbitos em 2022 e 704 mil novos casos estimados para 2024. Os cânceres tabaco-relacionados analisados no estudo representaram 26,5% das mortes por câncer em 2022 e 17,2% dos novos diagnósticos estimados para este ano.
A letalidade dos cânceres tabaco-relacionados foi destacada no estudo, com índices preocupantes em diversas regiões. Para o câncer de cavidade oral, a taxa de letalidade foi de 43% entre homens e 28% entre mulheres, com registros mais altos no Nordeste e Norte do país, respectivamente. Já o câncer de esôfago apresentou uma letalidade acima de 80% na maioria das regiões, chegando a 98% no Sudeste entre homens.
Além disso, a pesquisa mostrou que o tabagismo influencia diretamente na incidência e mortalidade de cânceres como o de colo do útero, laringe e bexiga. Scaff alertou para a relação entre as substâncias do cigarro e o desenvolvimento dessas doenças, destacando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Diante dos números alarmantes apresentados pelo estudo, fica evidente a necessidade de políticas públicas mais eficazes de combate ao tabagismo e de conscientização da população sobre os riscos associados ao hábito de fumar. A prevenção e o cuidado com a saúde devem ser prioridades para reduzir o impacto devastador do tabaco na vida dos brasileiros.
