A maioria dos casos continua concentrada na América do Norte, onde o México, os Estados Unidos e o Canadá foram responsáveis por quase 95% das notificações em 2025. Em números absolutos, isso representa 6.428 casos no México, 5.436 no Canadá e 2.242 nos EUA. Já em 2026, os três países somaram 948 registros até agora, correspondendo a 92% dos casos no continente. É importante ressaltar que, na maioria das ocorrências, os afetados não tinham um histórico de vacinação. Nos Estados Unidos, por exemplo, 93% das pessoas infectadas estavam sem vacina ou com histórico vacinal desconhecido.
A Opas enfatizou que esse crescimento acentuado nos casos representa um alerta crítico que exige uma resposta imediata e coordenada entre os Estados Membros. Em novembro de 2025, o organismo já tinha retirado a certificação do continente como região livre de transmissão do sarampo, refletindo a seriedade da situação.
No Brasil, entretanto, o cenário é mais controlado, com apenas 38 notificações em 2025, a maioria de pessoas sem histórico vacinal, e não houve novos casos em 2026. O país se mantém livre da doença, tendo recuperado sua condição de eliminação em 2024, após enfrentar um surto severo em 2018, quando a baixa cobertura vacinal agravou a situação.
Para enfrentar essa realidade, especialistas e autoridades de saúde enfatizam a importância da vigilância e da vacinação. O aumento dos casos na América do Norte traz riscos ao Brasil, dada a proximidade e a movimentação entre os países. Assim, esforços contínuos são necessários para manter a população imunizada e evitar a reintrodução do vírus no país. O governo brasileiro, por sua vez, tem intensificado as campanhas de vacinação, especialmente nas regiões de fronteira, e tomado medidas proativas para proteger a saúde pública em um cenário global donde o sarampo se tornou uma preocupação reafirmada.
