A ANAMT apelou às empresas para que proporcionem um acesso facilitado aos serviços de vacinação e promovam campanhas educativas focadas em informações científicas. Essa medida visa não apenas proteger a saúde dos empregados, mas também contribuir para o bem-estar coletivo.
O sarampo é uma doença contagiosa de alta transmissibilidade, cuja prevenção se baseia fundamentalmente na vacinação adequada. O Brasil já havia recuperado, em 2024, a certificação de eliminação da circulação endêmica do vírus; no entanto, casos importados e surtos locais têm sido registrados, sublinhando a importância de manter altas taxas de cobertura vacinal. Em 2023, totai 19 casos foram confirmados.
A ANAMT reforça que todos os trabalhadores devem verificar seu estado vacinal e, em caso de ausência de comprovante da vacinação contra o sarampo, devem procurar uma unidade básica de saúde. Essa recomendação é ainda mais contundente para médicos do trabalho, que, durante consultas ocupacionais, devem informar e conscientizar os funcionários sobre a importância da imunização, especialmente os que estão em profissões de alto risco, como os da saúde.
A vacina mais utilizada contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. O Programa Nacional de Imunizações determina que todas as crianças recebam uma dose aos 12 meses e outra, conhecida como tetra viral, aos 15 meses, que inclui proteção contra varicela.
Para jovens entre 1 e 29 anos sem comprovante de vacinação, a ANAMT orienta que essas pessoas recebam o esquema básico. Já adultos entre 30 e 59 anos devem ser vacinados com uma única dose, salvo os trabalhadores da saúde, que precisam comprovar duas doses devido ao maior risco de exposição.
Em determinadas condições definidas por autoridades de saúde, crianças entre 6 e 11 meses podem receber a chamada “dose zero”. Contudo, essa dose não substitui as vacinas regulares. É importante notar que a vacina só é contraindicada para gestantes, crianças menores de seis meses e pessoas com imunossupressão grave, além de indivíduos com histórico de reações alérgicas graves a componentes da vacina. A adoção dessas medidas é crucial para garantir a saúde da população e prevenir um retrocesso no controle do sarampo no país.




