O Vale do Paraíba tem sido o epicentro da febre amarela neste período, onde nove casos foram confirmados, resultando em cinco óbitos. Este cenário reforça a gravidade da situação, uma vez que o estado registrou, em todo o ano de 2022, 57 casos e 35 mortes causadas pela doença. Com a propagação do vírus, a Secretaria de Saúde intensificou campanhas de vacinação em um esforço para conter a disseminação da doença.
A vacina contra a febre amarela é considerada segura e eficaz, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todos os 645 municípios do estado. Desde 2019, a imunização é recomendada para toda a população. Autoridades, como Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, enfatizam a importância de que aqueles que ainda não foram vacinados procurem uma UBS, especialmente antes de viajar para áreas de risco, como regiões de mata.
O programa de vacinação estabelece diretrizes que incluem a aplicação de uma dose em crianças aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. Pessoas entre 5 e 59 anos que não foram vacinadas devem receber uma dose única. Aqueles que receberam uma dose fracionada em campanhas emergenciais devem revisar suas cadernetas de vacinação.
A febre amarela é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos silvestres, sem transmissão direta entre pessoas. A morte de macacos é um sinal de alerta para a presença do vírus, e avistamentos de primatas mortos devem ser reportados às autoridades de saúde.
Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dores de cabeça intensas, dores corporais, náuseas, entre outros. A vacinação é uma medida preventiva crucial, adotada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2017, que simplificou o esquema vacinal para uma única dose ao longo da vida, alinhando-se às diretrizes da Organização Mundial da Saúde.





