Na semana passada, três casos anteriores já haviam sido confirmados, todos em bebês entre seis meses e um ano, o que coloca em destaque a vulnerabilidade dessa faixa etária. As autoridades de saúde estão investigando a origem dos novos casos para poder adotar medidas eficazes de controle e prevenção da infecção.
Diante desse quadro epidemiológico, a Secretaria da Saúde recomenda a aplicação de uma dose adicional, conhecida como “dose zero”, da vacina tríplice viral para bebês com idades entre seis e 11 meses e 29 dias na capital e em Guarulhos. Normalmente, o calendário vacinal prevê a primeira dose a partir de um ano, mas a dose zero é uma estratégia que visa oferecer uma proteção extra em um momento crítico. É importante destacar que essa dose extra não substitui as vacinas regulares; as crianças devem continuar com o esquema vacinal habitual, recebendo a primeira dose aos 12 meses e uma segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.
As autoridades de saúde incentivam a população a procurar as unidades de saúde mais próximas para verificar sua situação vacinal e atualizar suas imunizações. Atualmente, o estado apresenta uma cobertura vacinal de 85,32% para a primeira dose e de 72,06% para a segunda. A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Importante ressaltar que o sarampo é uma doença extremamente contagiosa, capaz de ser transmitida de pessoa a pessoa através de gotículas no ar, como ao tossir ou espirrar. A infecção pode ter consequências graves, como diarreia severa, pneumonia e, em casos mais extremos, encefalite. Os sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo e sinais respiratórios como tosse e conjuntivite. Diante de tudo isso, a vacinação se torna o principal método de prevenção contra essa doença, que em tempos não muito distantes representou uma das principais causas de morte infantil no mundo.





