SAÚDE – Queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave preocupa, mas mortalidade em 2025 chega a 13.678; crianças e idosos são os mais afetados.

Na última quinta-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou o primeiro boletim InfoGripe de 2026, trazendo informações alentadoras sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. O relatório indica uma redução significativa no número de casos reportados, tanto a curto quanto a longo prazo, com a maioria dos estados e capitais apresentando incidências abaixo dos níveis considerados de alerta ou risco elevado.

Durante o ano de 2025, o país registrou 13.678 mortes em decorrência de SRAG, um dado alarmante que indica a gravidade da situação respiratória enfrentada pela população. Nos últimos dois meses, as médias semanais de incidência e mortalidade mantiveram um padrão que afeta principalmente os extremos das faixas etárias. As crianças pequenas tiveram a maior incidência de casos, enquanto os idosos foram os mais afetados em termos de mortalidade.

Além disso, a análise apontou para uma prevalência de vírus respiratórios no cenário atual. O rinovírus e o metapneumovírus emergem como os principais responsáveis pela elevação dos casos entre as crianças, embora as consequências sejam notoriamente mais severas entre os mais velhos. Importante ressaltar que, ao considerar as quatro últimas semanas epidemiológicas, essas estatísticas podem sofrer alterações, dada a dinâmica do vírus no meio social.

Sobre os óbitos registrados em 2025, mais da metade deles (50,4%) foram identificados com resultados laboratoriais positivos para algum vírus respiratório. A distribuição entre estes casos mostrou que 47,8% dos óbitos positivos foram associados ao vírus da influenza A, enquanto casos de influenza B, vírus sincicial respiratório, rinovírus e Sars-CoV-2 (Covid-19) também estiveram presentes, somando inclusive 24,7% do total.

Este relatório compreende dados da última Semana Epidemiológica do ano anterior, entre 28 de dezembro de 2025 e 3 de janeiro de 2026. À medida que avançamos no novo ano, as autoridades de saúde estimulam a vigilância contínua e a promoção de medidas de prevenção para proteger grupos mais vulneráveis e evitar um novo surto.

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