De acordo com a Abenutri, a adulteração identificada nessas marcas é conhecida como “amino spiking”. Neste processo, a formulação desses produtos à base de proteína é manipulada mediante a adição de aminoácidos de custo inferior, com o intuito de aumentar o valor nitrogenado total.
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri) contesta a proibição estabelecida pela Senacon, argumentando que o laudo elaborado pela Abenutri é referente a 2022 e baseado em produtos que não estão mais no mercado. Além disso, a entidade ressalta que o estudo não segue padrões técnicos ou regulatórios estabelecidos pelos órgãos competentes, não sendo chancelado pela Anvisa e demais integrantes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
A Brasnutri defende a regularidade e a qualidade dos seus produtos, ressaltando que cumprem com todos os requisitos estabelecidos pelos órgãos reguladores. A questão está em aberto e levanta a necessidade de intensificação da fiscalização e regulação do mercado de suplementos alimentares no país. A população, por sua vez, deve estar atenta à procedência e qualidade dos produtos que consome, buscando sempre orientação de profissionais da área da saúde.
