Na Baixada Santista, são 15 praias afetadas por essa condição, que se agrava no Litoral Norte, onde mais nove praias também não são recomendadas para a prática de banhos. Essa situação ressalta a necessidade de um monitoramento constante das condições das praias, uma vez que a popularidade destes destinos, especialmente durante as férias, resulta em um aumento da pressão sobre os recursos hídricos e sanitários locais.
Na cidade de São Vicente, três das seis praias disponíveis para recreação ao ar livre não estão em condições adequadas para o uso. Santos apresenta uma situação semelhante, com quatro de suas sete praias sendo consideradas impróprias. Praia Grande enfrenta uma realidade ainda mais grave, com cinco das doze praias na mesma situação. Em comparação, Guarujá e Itanhaém têm, respectivamente, duas e uma praia imprópria para o banho. Já no Litoral Norte, a situação é preocupante, com várias praias também apresentando contaminação por esgoto.
O boletim da CETESB aponta que, ao todo, 151 praias no estado estão em condições adequadas para o banho, mas o quadro negativo se repete devido à falta de infraestrutura e a problemas sanitários crônicos. Especialistas ressaltam que, mesmo que as águas aparentem estar limpas, a contaminação pode estar presente. De acordo com Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da CETESB, a presença de enterococos, bactérias indicativas de contaminação por esgoto, é um dos principais critérios utilizados para classificar a qualidade da água.
As medidas de prevenção e cautela são essenciais para proteger a saúde dos banhistas. Recomenda-se evitar o banho pelo menos 24 horas após chuvas intensas, mesmo em praias consideradas seguras, já que os rios e córregos que deságuam nelas podem apresentar níveis elevados de poluição. Crianças, idosos e pessoas com sistema imunológico comprometido são as mais vulneráveis a infecções e doenças transmitidas por águas contaminadas, o que reforça a urgência em tratar a questão da poluição nas praias do litoral paulista.
