Atualmente, conforme informações do Ministério da Saúde, a plataforma realiza cerca de 1.100 atendimentos mensais. Entretanto, com a disponibilização do serviço pelo aplicativo, a previsão é que esse número suba para 11 mil atendimentos por mês. O governo enfatiza que a criação deste espaço seguro para diálogo e suporte emocional é uma resposta às necessidades emergentes da juventude, que frequentemente enfrenta desafios relacionados à saúde mental.
Em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o projeto busca robustecer a assistência em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS). Para acessar a plataforma, o usuário deve abrir o app Meu SUS Digital e selecionar a seção “Pode Falar”, onde encontrará um atendimento disponível de segunda a sábado, das 8h às 22h (horário de Brasília). O sistema permite que o contato seja feito de forma anônima, caso isso seja desejado.
O primeiro contato com o usuário é realizado por meio de um chatbot que oferece orientações e informações sobre saúde mental, facilitando a compreensão das emoções. Quando necessário, a conversa pode ser transferida para um atendimento humano, caso o usuário manifeste essa necessidade ou situações críticas sejam identificadas.
Uma das inovações do Pode Falar é a utilização de tecnologia avançada para priorizar atendimentos de maior risco. Um sistema de inteligência artificial analisa as solicitações e, ao detectar sinais de alerta, gera um aviso imediato à equipe, priorizando a resposta a esses casos. O acompanhamento é feito por estudantes graduandos e pós-graduandos das áreas de psicologia, medicina e educação, que operam sob a supervisão de profissionais experientes e seguem rigorosos protocolos de atendimento.
Ainda assim, o Ministério da Saúde ressalta a importância de buscar atendimento presencial em casos de sofrimento psíquico persistente, que impacte a rotina, os estudos ou os relacionamentos. O SUS se compromete a oferecer uma assistência integral que se inicia nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e, se necessário, encaminha o paciente para uma atenção mais especializada, garantindo continuidade no cuidado.
Com essa iniciativa, o governo espera não apenas ampliar o acesso ao suporte em saúde mental, mas também incentivar os jovens a buscarem ajuda e tornarem-se proativos na gestão de seu bem-estar emocional.





