O estudo foi realizado por pesquisadores do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) e do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Durante dois anos, aproximadamente 2.500 EDLs foram distribuídas em nove bairros da cidade. Os resultados foram promissores, com uma redução de 29% na incidência de dengue nos bairros onde as estações foram instaladas e de 21% nos bairros vizinhos.
A pesquisa, publicada na revista The Lancet Infectious Diseases, teve início em Manaus e foi expandida para outras localidades devido aos resultados positivos alcançados. Os cientistas destacam a importância da autodisseminação de larvicidas pelos mosquitos, uma forma eficaz de restringir a proliferação das doenças transmitidas por esses insetos.
O trabalho também contou com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), que conduziram o estudo em Brasília, obtendo resultados satisfatórios na redução dos casos de arboviroses. A estratégia desenvolvida pelos pesquisadores da Fiocruz Amazônia foi adotada pelo Ministério da Saúde em um novo plano de ação para combater o Aedes aegypti, visando reduzir os impactos das doenças transmitidas pelo mosquito no Brasil.
É importante ressaltar que as medidas adotadas pelos pesquisadores brasileiros são complementares e requerem a participação ativa da população. A prevenção de criadouros de mosquitos ainda é fundamental, com a conscientização e a colaboração de todos para eliminar focos de proliferação, como água parada e acúmulo de lixo.
Até setembro de 2024, foram registradas milhares de mortes e casos prováveis de dengue no Brasil, destacando a urgência de medidas eficazes para o controle dessas doenças. As arboviroses são mais comuns em períodos de altas temperaturas e chuvas frequentes, reforçando a importância de estratégias preventivas como a autodisseminação de larvicidas pelos mosquitos.
