A PF destacou em comunicado que a operação visa desmantelar grupos criminosos envolvidos na cadeia ilícita destes produtos, abrangendo desde a importação fraudulenta até a distribuição e comercialização irregular de substâncias injetáveis. Um foco central da investigação são produtos que contêm princípios ativos como a semaglutida e a tirzepatida, ambos utilizados no tratamento da obesidade, além de outras substâncias correlatas, como a retatrutida, que ainda não possui autorização de venda no Brasil.
Os estabelecimentos sob escrutínio incluem laboratórios de manipulação e clínicas estéticas, bem como empresas que operam fora das normas de regulação sanitária, sendo responsáveis pela fabricação, fracionamento ou venda de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida. As ações do dia focam em práticas que podem caracterizar crimes de falsificação ou comércio irregular de medicamentos, além de contrabando.
Dados da PF indicam um aumento significativo nas apreensões de medicamentos para emagrecimento. Em 2024, foram apreendidas 609 unidades, enquanto em 2025 esse número saltou para 60.787, e até março de 2026 já haviam sido confiscadas 54.577 unidades.
Em consonância com a Operação Heavy Pen, a Anvisa anunciou novas medidas para intensificar a fiscalização de medicamentos injetáveis conhecidos como “canetas emagrecedoras”, que contêm agonistas do receptor GLP-1. O plano visa reprimir irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos e na manipulação de substâncias como semaglutida e tirzepatida por farmácias de manipulação. A situação se torna alarmante quando se considera que, apenas no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos dessa substância, o que seria suficiente para produzir 25 milhões de doses. A ação conjunta busca garantir a segurança e a saúde da população frente a riscos associados a esses produtos não regulamentados.





