Essas estatísticas alarmantes representam, segundo a OMS, uma morte evitável a cada sete segundos. A organização alerta que, com base nas tendências atuais, a maioria dos países enfrenta dificuldades em alcançar as metas de melhoria da sobrevivência materna e redução da mortalidade neonatal até 2030.
Em resposta a esses desafios, a OMS lançou uma campanha de um ano intitulada “Começos saudáveis, futuros esperançosos” para promover o bem-estar materno e neonatal. A entidade ressalta a importância de cuidados de qualidade e oportunos para prevenir mortes maternas e infantis que poderiam ser evitadas.
Apesar dos números alarmantes, a OMS destaca avanços significativos desde o ano 2000. As mortes maternas globalmente diminuíram em 40%, e os óbitos entre recém-nascidos tiveram uma redução de mais de 30%. Em 2000, 443 mil mulheres morreram durante ou após o parto. Em 2015, esse número caiu para 328 mil, e em 2023, para 260 mil. Pela primeira vez na história, em 2023, não houve nenhum país classificado pela OMS com taxas extremamente altas de mortalidade materna.
Os dados também indicam avanços em termos de acesso a cuidados pré-natais, assistência qualificada durante o parto e cuidados pós-parto. As taxas de acesso a esses serviços aumentaram significativamente entre 2000 e 2023, contribuindo para a melhoria dos índices de sobrevivência materna e neonatal.
A OMS destaca a importância de continuar investindo em saúde materno-infantil para garantir que mais mulheres e bebês tenham acesso a cuidados de qualidade, prevenindo assim mortes evitáveis e contribuindo para o bem-estar de famílias e comunidades em todo o mundo.