Além da obesidade, outras condições crônicas de saúde também apresentaram aumento significativo. O diagnóstico de diabetes em adultos cresceu de 5,5% há 18 anos para 12,9% atualmente, enquanto a hipertensão saltou de 22,6% para 29,7%. Esses dados reforçam a urgência de intervenções eficazes na saúde pública, visto que o crescimento dessas enfermidades pode trazer consequências graves para a qualidade de vida da população.
Outro aspecto alarmante é a diminuição da atividade física no dia a dia. A prática de atividades físicas no deslocamento pelas cidades caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, reflexo do aumento no uso de veículos, especialmente por aplicativos e transporte público. Por outro lado, atividades moderadas durante o tempo livre, com frequência mínima de 150 minutos semanais, mostraram um crescimento de 30,3% para 42,3% no mesmo período. Em termos de hábitos alimentares, o consumo de refrigerantes e sucos artificiais também teve uma redução significativa, de 30,9% em 2007 para 16,2% em 2024.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentando sobre os dados, destacou que, apesar de avanços em certos indicadores, como o aumento da atividade física e a diminuição do consumo de bebidas açucaradas, esses fatores ainda não foram suficientes para inverter o quadro preocupante de doenças crônicas. Ele ressaltou que o envelhecimento da população e o aumento da prevalência de doenças crônicas exigem a implementação de políticas públicas mais robustas voltadas para a prevenção e o cuidado.
Além dos dados de saúde física, o Vigitel também trouxe à tona questões relacionadas à saúde mental e qualidade do sono. Quarenta e um por cento dos adultos relataram dormir menos de seis horas por noite, com um índice de insônia de 31,7%, sendo mais comum entre mulheres. Essa situação é alarmante, pois a falta de sono adequado está diretamente ligada a problemas de saúde, como obesidade e agravações em quadros de doenças crônicas.
Em resposta a esses desafios, foi lançada a iniciativa Viva Mais Brasil, que busca promover a saúde e prevenir doenças crônicas. O programa contará com investimentos substanciais e pretende implementar diversas ações que incentivem hábitos de vida mais saudáveis, desde a alimentação adequada até a prática de exercícios físicos, além de fortalecer a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS). São dez compromissos centrais dessa estratégia, envolvendo desde um maior movimento e alimentação saudável até a promoção de saúde digital e redução de violências.
Com ações voltadas à população em geral, a nova estratégia tem como objetivo ampliar o alcance das políticas de saúde e proporcionar um futuro mais saudável para todos os brasileiros.






