Durante a ação, foram oferecidos 8 mil testes fit (exame de sangue oculto nas fezes), com uma taxa de positividade em torno de 8%. Dos 563 pacientes encaminhados para a colonoscopia, 423 realizaram o exame. Essa iniciativa foi considerada a maior ação de rastreamento de câncer de intestino do mundo.
O presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), Sérgio Eduardo Alonso Araújo, destacou a importância dessa ação, ressaltando que há cada vez mais evidências do aumento significativo de novos casos de câncer de intestino em pacientes com menos de 50 anos, além do aumento da mortalidade nessa faixa etária. Devido a esses dados alarmantes, a idade de rastreamento sugerida pelas entidades foi reduzida de 50 para 45 anos este ano.
Segundo Araújo, a redução da idade de rastreamento é fundamental, pois diversas sociedades médicas em todo o mundo têm recomendado exames diagnósticos mais cedo para detectar precocemente o câncer de intestino. Estima-se que os casos de câncer colorretal devam aumentar 21% no Brasil até 2040, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Fundação do Câncer.
É importante ressaltar que cerca de 65% dos casos de câncer de intestino são diagnosticados em estágios avançados, o que torna o tratamento mais complexo e agressivo. O câncer de intestino é o único que pode ser prevenido, sendo fundamental identificar e remover pólipos adenomatosos durante a colonoscopia para evitar que se desenvolvam em lesões cancerosas.
Essa ação de rastreamento em Goiás demonstra a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de intestino, ressaltando a necessidade de conscientização e adesão aos exames preventivos a partir dos 45 anos de idade.




