Barbosa enfatizou que “a dengue não é mais apenas uma doença tropical, mas se tornou um forte indicador da relação entre mudança climática e arboviroses”. Essa afirmação ressalta que a saúde humana está intrinsecamente ligada à saúde do meio ambiente, evidenciando a interdependência dos sistemas naturais e humanos em que habitamos.
No intuito de mitigar esses riscos, as Nações Unidas têm implementado ações regionais nas Américas, buscando antecipar ameaças à saúde. Um dos enfoques é a integração da vigilância epidemiológica entre os países, facilitando o acesso a vacinas por meio de Fundos Rotativos Regionais. Além disso, Barbosa destacou a colaboração com entidades renomadas, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Rede Pasteur, que têm sido fundamentais na capacitação de profissionais em diagnóstico e manejo clínico da dengue.
Essas discussões ocorreram durante a Cúpula Uma Só Saúde, realizada em Lyon, França, promovida pelo governo francês em coordenação com o G7, que reúne as sete maiores economias do mundo. O evento teve como foco principal o conceito de Saúde Única, que propõe uma visão integrada da saúde humana, ambiental e dos ecossistemas. O encontro abordou temas cruciais que incluem fatores de risco para doenças infecciosas e não transmissíveis, como vetores, exposição à poluição, a necessidade de sistemas alimentares sustentáveis e a crescente resistência de microrganismos a tratamentos disponíveis.
Essas iniciativas e debates têm como objetivo não apenas reestruturar as abordagens atuais em saúde, mas também fomentar uma colaboração global em face das ameaças impostas pelas mudanças climáticas, que reverberam em consequências diretas para a saúde da população mundial.
