Padilha enfatizou que as apostas online devem ser tratadas como uma questão de saúde pública, comparando a sua regulamentação àquelas que foram implementadas contra o uso do cigarro. Para ele, as regras que restringem a publicidade do tabaco podem servir de modelo para a regulamentação das bets, uma vez que o vício em apostas apresenta riscos semelhantes.
O ministro destacou que o governo já fez progressos ao evitar que crianças tenham acesso às apostas, mas que ainda há um longo caminho a percorrer. Em suas palavras, é crucial dar um “passo além” no Congresso, visando proibir completamente a publicidade das apostas e diminuir o acesso a essas opções de entretenimento, considerados perigosas para a saúde mental e financeira dos cidadãos.
Em uma entrevista anterior, Padilha já havia falado sobre o vício em apostas, comparando-o ao histórico problema com o cigarro, que, em seu auge, tinha amplas campanhas publicitárias. Ele fez referência a como a indústria do cigarro conseguia influenciar até mesmo o público infantil através de propagandas em eventos esportivos, como na Fórmula 1.
No mesmo encontro com jornalistas, Padilha também abordou a crescente fiscalização sobre canetas emagrecedoras, alertando que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisa intensificar seus esforços para monitorar as farmácias de manipulação que produzem esses itens. O ministro argumentou que algumas dessas farmácias se comportam como indústrias e, portanto, devem seguir as mesmas normas rigorosas de produção que se aplicam a indústrias farmacêuticas. Essas intervenções refletem a preocupação do governo com a saúde pública e a necessidade de proteger a população de práticas potencialmente prejudiciais.






