A situação crítica foi acentuada por um recente surto de chikungunya na região, que afetou especialmente as comunidades indígenas. Dados do Ministério da Saúde indicam que, até o último sábado, Dourados registrou 3.596 notificações da doença, com 1.314 casos confirmados, dos quais 914 entre indígenas. Diante desse cenário alarmante, Eloy Terena ressaltou que um dos primeiros atos de seu ministério foi a assinatura da ordem de serviço para o início das obras.
As lideranças indígenas expressaram a necessidade de uma instância representativa de governança, que possa monitorar semanalmente os recursos destinados às ações e obras na reserva. O ministro comprometeu-se a atender a essa demanda, além de reforçar outros recursos disponíveis para combater a epidemia de chikungunya.
O último documento necessário para o início da construção de dois super poços, que abastecerão as aldeias Bororó e Jaguapiru, foi assinado no dia 3 de novembro. O estado do Mato Grosso do Sul será responsável pela execução da obra, por meio da empresa de saneamento Sanesul, que já está em fase de aprovação do projeto pela Caixa Econômica Federal. Paralelamente, foi iniciado o cadastramento na Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) para a perfuração dos poços, com previsão de contratação e início das atividades ainda neste semestre.
Enquanto isso, as comunidades estão sendo atendidas de forma emergencial por pequenos poços, fruto de uma parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Atualmente, há 15 poços operando com caixa d’água, bomba e energia solar, que servem para mitigar a crise até que o sistema definitivo seja finalizado. Segundo o ministro, esses super poços representarão uma solução estrutural para o problema, e o investimento de R$ 53 milhões destina-se à construção desses poços e à interligação da rede de abastecimento. A previsão é que a obra seja concluída em até dois anos, trazendo esperada alivio a essa comunidade que tanto necessita.
