A recomendação inclui a ampliação do uso da vacina dTpa para profissionais de saúde que atuam em diferentes áreas, como ginecologia, obstetrícia, UTI neonatal e pediatria. Além disso, a vacinação também é indicada para doulas, trabalhadores de berçários e creches que lidam com crianças de até 4 anos.
A nota ressalta a importância de considerar o histórico vacinal contra difteria e tétano na administração da dose, e destaca a necessidade de imunização mesmo para aqueles que já completaram o esquema vacinal há menos de dez anos.
Globalmente, o aumento de casos de coqueluche foi observado em países da União Europeia e na China, gerando preocupação com a possibilidade de um cenário semelhante no Brasil. Entre 2019 e 2023, todas as unidades federativas brasileiras notificaram casos da doença, com destaque para Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo.
Os dados do Ministério da Saúde mostram que as coberturas vacinais contra a coqueluche estão abaixo do recomendado pela OMS, o que contribui para o acúmulo de suscetíveis ao longo dos anos. Entre os casos confirmados, muitos estavam com situação vacinal desconhecida ou não completa, evidenciando a importância da vacinação para prevenir a doença.
A prevenção da coqueluche é feita principalmente através da vacinação de crianças, gestantes e profissionais de saúde. O esquema vacinal inclui doses da vacina penta e reforços com a vacina DTP, além da imunização de gestantes com a vacina dTpa.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella, é uma infecção respiratória que se propaga mais facilmente em períodos de clima frio. Com a recomendação do Ministério da Saúde, espera-se que a vacinação intensificada contribua para o controle da doença e evite surtos no Brasil.
