Com a distribuição inicial de 673 mil doses já em andamento, o ministério orienta as unidades básicas de saúde (UBS) a verificarem e atualizarem a situação vacinal das gestantes. Além da vacina contra o VSR, é fundamental que as mulheres estejam imunizadas contra a covid-19 e a influenza, dado que o novo imunizante pode ser administrado concomitantemente com essas vacinas já existentes. Na rede privada, o custo do imunizante pode chegar a até R$ 1,5 mil.
O VSR é um vírus que causa principalmente bronquiolite, uma infecção respiratória aguda, sendo mais comum em crianças menores de dois anos. Os sintomas incluem dificuldade para respirar, febre e tosse. A vacina vai além da proteção à gestante; elaa oferece uma defesa imediata aos recém-nascidos, reduzindo a necessidade de hospitalizações em casos de infecção pelo VSR. Dados recentes indicam que a vacinação durante a gravidez pode prevenir cerca de 81,8% dos casos de doenças respiratórias graves causadas pelo vírus nos primeiros três meses de vida do bebê.
Todas as gestantes a partir da 28ª semana de gravidez podem se vacinar, sem restrições quanto à idade da mãe. Vale ressaltar que a recomendação é a administração de uma dose única em cada nova gestação.
O impacto do vírus sincicial respiratório na pediatria é relevante: ele é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia entre crianças com até dois anos. Em 2025, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao VSR, com 82,5% dos casos ocorrendo em crianças menores de dois anos. Como a maioria das infecções por VSR é viral, os tratamentos disponíveis focam apenas no manejo dos sintomas, utilizando terapias de suporte, oxigenoterapia, hidratação e broncodilatadores para aliviar o chiado respiratório.
Essa iniciativa do Ministério da Saúde representa uma evolução significativa na proteção da saúde de mães e bebês, visando reduzir os impactos das doenças respiratórias na infância.
