A iniciativa, conforme mencionou a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde, Putira Sacuena, visa identificar precocemente doenças e agravos comuns nas crianças que vivem em 34 distritos sanitários de saúde indígena em todo o Brasil. A sistematização das informações de saúde é vista como um eixo estratégico, que permitirá um monitoramento contínuo do crescimento e desenvolvimento infantil. Sacuena enfatizou a importância desse programa, ressaltando que a análise detalhada das condições de saúde permitirá o planejamento e a execução de intervenções mais eficazes e oportunas.
Antes deste lançamento, o sistema não dispunha de uma área específica para padronização de dados relacionados às crianças indígenas. Com a nova ferramenta, equipes de saúde multidisciplinares que atuam em comunidades indígenas poderão registrar informações mais detalhadas durante os atendimentos. Isso não apenas facilitará o acompanhamento da saúde infantil mas também permitirá a identificação precoce de riscos, com foco em questões como dificuldades no desenvolvimento neuropsicomotor e sinais que possam indicar transtornos do espectro autista.
Além das avaliações de saúde, o novo módulo exigirá que campos obrigatórios sejam preenchidos, como os resultados dos exames do coração, da audição e dos pés, realizados logo após o nascimento. Tais informações são fundamentais para formar um histórico de saúde mais robusto que beneficie os profissionais que atenderão essas crianças no futuro. A expectativa é que, com essa abordagem mais estruturada, a saúde das crianças indígenas melhore significativamente, contribuindo para o bem-estar geral dessas comunidades.
