Além disso, a plataforma fornecerá um registro pessoal de doações e informações sobre os serviços hemoterápicos, como a localização da rede de saúde mais próxima, incentivando ainda mais o ato voluntário de doar sangue. O aplicativo estará disponível para download a partir do dia 27 deste mês e foi lançado em comemoração ao Dia Nacional do Doador de Sangue.
A secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, afirmou que o Hemovida estimula a doação de sangue voluntária, um ato de amor que salva vidas. A plataforma, de acordo com o Ministério da Saúde, atua como uma ponte entre os hemocentros e os possíveis doadores, disseminando informações sobre a doação de sangue e conscientizando a população sobre a importância de manter os estoques de sangue em níveis seguros. A ideia é que mais pessoas se engajem na causa e se tornem doadoras.
O aplicativo também informará detalhadamente sobre quem pode doar, os cuidados necessários no dia da doação e como se cadastrar no ConecteSUS Cidadão. O sangue doado voluntariamente é crucial para atendimentos de urgência, cirurgias de grande porte, tratamento de doenças variadas, produção de hemoderivados pela Hemobrás e para fornecimento gratuito pelo SUS à população necessitada.
O Ministério da Saúde destacou o crescimento na taxa de doação de sangue no Brasil, ressaltando que cada doação pode ajudar a salvar até quatro vidas. Também foi ressaltado o papel do aplicativo como estratégia para evitar o desabastecimento, monitorando diariamente o volume de bolsas de sangue nos hemocentros estaduais e possibilitando o remanejamento de bolsas de sangue de outras unidades para locais com dificuldade.
Os requisitos para a doação de sangue incluem ter de 16 a 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos e estar em bom estado de saúde. Homens podem doar quatro vezes ao ano, enquanto mulheres podem doar três vezes.
Por fim, o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde, Carlos Gadelha, enfatizou a importância da proibição da comercialização de plasma, destacando que seria um retrocesso permitir essa prática no Brasil. A PEC do Plasma está em discussão no Congresso Nacional, mas é vista com ressalvas pela OMS. Ele enfatizou que a saúde de qualidade, o acesso universal aos serviços e o atendimento gratuito à população são prioridades do governo federal.





