Durante a solenidade, o secretário substituto de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Paulo Sellera, ressaltou a importância do painel, que possibilita o georreferenciamento das informações, apresentando gráficos com séries históricas e tabelas para uma análise mais detalhada. Os três eixos principais da plataforma incluem o enfrentamento ao racismo, características sociodemográficas e morbidade e mortalidade da população negra.
Sellera enfatizou que os indicadores da população negra revelam a necessidade de melhorias significativas no atendimento à saúde em diversas regiões do país. Dentre os dados apresentados, destacam-se informações sobre mortalidade materna e infantil, sífilis congênita e gestacional, doença falciforme, violência, tuberculose e morte prematura por doenças crônicas não transmissíveis.
Segundo o Ministério da Saúde, o lançamento do Painel Saúde da População Negra atende a uma demanda antiga de movimentos sociais negros e permitirá o monitoramento e avaliação da implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. A ferramenta também apresenta indicadores de enfrentamento ao racismo, provenientes de pesquisas realizadas em 2021, e destaca a importância de analisar o quesito raça/cor como categoria de análise em saúde.
Pesquisas indicam que mulheres e crianças negras e indígenas estão mais vulneráveis a adoecimentos e mortes por causas evitáveis, evidenciando a necessidade de combater o racismo como um determinante social da saúde. O Ministério da Saúde enfatiza que o racismo pode impedir o acesso a cuidados e serviços de saúde, influenciando negativamente na utilização e qualidade da assistência prestada.







