A estrutura do programa prevê a concessão de bolsas mensais de R$ 2,5 mil para educadores e de R$ 560 para educandos. Esse suporte financeiro visa cobrir gastos com deslocamento e outras despesas necessárias para que os participantes possam se manter durante o curso. Com cada turma composta por um educador e 20 estudantes, a iniciativa pode impactar até 9 mil cidadãos em todo o território nacional.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, enfatiza que o programa é crucial para aumentar a participação da população no Sistema Único de Saúde (SUS). Proenço destacou que, além de fortalecer a saúde pública, a iniciativa também reconhece o conhecimento dos mestres da cultura popular, valorizando práticas tradicionais e métodos de cuidado que têm sido utilizados historicamente em comunidades.
A diretora de Atenção Integral à Saúde da AgSUS, Luciana Maciel, complementou que essa formação é vital para que os participantes possam atuar de maneira efetiva em suas comunidades, promovendo saúde e defendendo o SUS. Ela ressaltou que a proposta pretende criar uma rede nacional de agentes engajados no cuidado, na educação popular e na garantia de equidade no acesso à saúde.
Para garantir que os movimentos sociais interessados possam elucidar suas incertezas, a AgSUS organizará uma sessão pública virtual no dia 9 de janeiro, que ficará disponível no seu canal institucional no YouTube.
A alocação das turmas nos diferentes estados será feita com base em critérios de equidade, priorizando regiões com alta concentração de pobreza e populações em situação de vulnerabilidade. O curso será disponibilizado em 17 unidades da Federação, abrangendo estados como Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás e Minas Gerais, entre outros.
O Programa AgPopSUS pretende não apenas fortalecer a atuação de movimentos sociais na defesa do SUS, mas também ampliar o envolvimento da população e a troca de saberes e práticas de educação popular em saúde. Desde sua criação, a iniciativa tem contribuído para construir uma rede nacional de educadores populares comprometidos com o acesso aos serviços de saúde, especialmente em áreas mais vulneráveis, e é resultado da experiência adquirida durante a pandemia de COVID-19, quando lideranças comunitárias se mobilizaram como agentes de saúde nos seus respectivos territórios.
