O lançamento do memorial foi marcado por duas instalações imponentes, que visam ressaltar a importância de não esquecer aqueles que sofreram com a doença. A primeira instalação é composta por pilastras equipadas com letreiros digitais, apresentando os nomes das vítimas, além de informações como idade e cidade de residência, promovendo um tributo individual a cada vida perdida. Em contraste, a segunda instalação é uma representação visual de quatro silhuetas humanas, unidas de mãos dadas, simbolizando a solidariedade e a união da sociedade na luta contra a pandemia.
Além do memorial físico, o evento deu início ao Memorial Digital da Pandemia, um portal online elaborado em colaboração com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Organização Pan-Americana da Saúde. Esse recurso será a base para uma exposição itinerante que percorrerá seis capitais brasileiras entre 2023 e 2027, começando em Brasília e concluindo no Rio de Janeiro.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez um discurso contundente sobre o impacto da pandemia, enfatizando a necessidade de lembrar a crise sanitária e a responsabilidade pública que a acompanhou. Ele afirmou que muitas das mortes poderiam ter sido evitadas com a adesão às evidências científicas e à promoção da vacinação.
O evento também antecipou a exposição “Vida Reinventada”, programada para estrear em junho no CCMS, que abordará as respostas sociais à pandemia através de uma perspectiva que une memória, ciência, arte e justiça.
Por fim, o Ministério da Saúde introduziu o “Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid”, elaborado em parceria com a Fiocruz. Esse novo documento visa orientar o sistema de saúde sobre como diagnosticar e tratar as sequelas persistentes da Covid-19, considerando as complexidades que afetam diferentes sistemas do corpo humano e as necessidades de populações vulneráveis.
Essas iniciativas foram amplamente celebradas por várias instituições, incluindo a Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19, que destaca a importância de manter viva a memória e a justiça em meio à dor e ao sofrimento gerados pela doença. A assistente social Paola Falceta, cofundadora da associação, ressaltou que, embora a recordação possa ser dolorosa, ela é essencial para evitar que tragédias semelhantes se repitam no futuro.
