A decisão de priorizar a faixa etária de 6 a 16 anos foi baseada nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização, formada por especialistas na área. Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, a escolha desse grupo etário visa a obtenção de resultados epidemiológicos mais eficazes, com a redução de hospitalizações e mortes.
A definição do público-alvo e das localidades prioritárias para a vacinação será feita em conjunto com os estados e municípios em uma reunião marcada para o final deste mês.
A previsão é de que a vacinação tenha início em fevereiro. Em dezembro, o Ministério da Saúde já havia anunciado a incorporação da vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS), tornando o Brasil o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante em sistema público e universal.
A vacina Qdenga tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é indicada para prevenir a dengue em indivíduos de 4 a 60 anos, independentemente de terem tido a doença anteriormente.
A justificativa para a priorização da vacinação nessa faixa etária se dá pelo recorde de mortes causadas pela dengue em 2023, totalizando 1.079 óbitos no país. O Brasil também é apontado pela OMS como o país com o maior número de casos da doença no mundo, representando metade do total global. Autoridades de saúde já alertaram para uma possível epidemia da doença em 2024.
