Um estudo realizado pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) revelou que impressionantes 60% dos pacientes obesos são acometidos por algum tipo de distúrbio psiquiátrico, com a depressão e a compulsão alimentar sendo os mais comuns. Este dado revela uma complexa interconexão entre a saúde física e mental. “A saúde do corpo e a saúde mental estão intimamente ligadas”, afirma o médico André Guanabara. Ele explica que pacientes obesos frequentemente desenvolvem transtornos como depressão e ansiedade devido ao estigma social, baixa autoestima e isolamento. Além disso, a compulsão alimentar, muitas vezes usada como uma válvula de escape para lidar com o estresse e a frustração, contribui para agravar esse cenário. “Esse ciclo pode tornar o tratamento mais complexo, exigindo uma abordagem integrada que cuide tanto do corpo quanto da mente”, complementa Guanabara.
No combate à obesidade, uma das alternativas que vem ganhando destaque é o uso do medicamento Mounjaro. Conhecido por sua eficácia, o fármaco promete uma redução de até 20% no peso corporal total, apresentando-se como uma opção viável para tratar condições como sobrepeso, obesidade e síndrome metabólica. Contudo, como salienta o Dr. André Guanabara, o uso do medicamento só pode ser verdadeiramente eficaz se aliado ao acompanhamento médico e a uma abordagem multidisciplinar. “É importante destacar que o uso de qualquer medicamento só deve ser feito sob recomendação médica”, alerta. Em especial no caso do Mounjaro, é essencial um tratamento que inclua não apenas o uso do fármaco, mas também um acompanhamento multidisciplinar, incluindo psicólogos, nutricionistas e educadores físicos. “O objetivo é proporcionar resultados não apenas rápidos, mas também sustentáveis, tratando não só a obesidade, mas também restabelecendo a saúde mental do paciente”, conclui.
Embora o desafio seja complexo, a busca por alternativas saudáveis e eficazes para combater a obesidade e suas consequências psicológicas é urgente. Estudos e práticas como essa mostram que integrar cuidados médicos com uma abordagem holística pode ser a chave para um tratamento mais efetivo e duradouro.







