O aumento nos preços dos medicamentos não é automático a partir desta segunda-feira. O reajuste será repassado ao longo das próximas semanas, à medida que os estoques das farmácias forem sendo repostos. A resolução da Cmed, como acontece todos os anos, divide os medicamentos em três níveis de reajuste, levando em consideração o grau de concorrência. Os percentuais de reajuste para os diferentes níveis são os seguintes: 5,06% para o Nível 1, 3,83% para o Nível 2 e 2,6% para o Nível 3.
É interessante observar que os remédios do Nível 1 representam apenas 7,8% do total de medicamentos, enquanto o Nível 2 corresponde a 15% e o Nível 3 representa a maior parte, 77,2%. Desde 2018, os percentuais de aumento para os medicamentos dos Níveis 2 e 3 são os mais baixos, sendo que em 2018 o Nível 2 ficou em 2,47% e o Nível 3 em 2,09%.
Para calcular o reajuste dos medicamentos, a Cmed considera a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de março do ano anterior até fevereiro do ano atual. A partir desse cálculo, são levados em consideração fatores como produtividade, ajuste de preços relativos entre setores e concorrência dentro de um mesmo setor. Todo esse processo é detalhado em uma nota técnica divulgada anualmente pelo órgão.
Em resumo, a notícia traz um importante dado para os consumidores de medicamentos, que podem esperar pelo menor reajuste médio dos últimos anos. A regulação feita pela Cmed visa equilibrar os preços e garantir que a população tenha acesso a medicamentos a preços justos.