De acordo com dados do Ministério da Saúde, estima-se que uma a cada dez mulheres sofra com os sintomas da endometriose, muitas vezes desconhecendo a gravidade da condição. Em 2021, mais de 26,4 mil atendimentos foram realizados no Sistema Único de Saúde (SUS), com 8 mil internações registradas na rede pública de saúde. O diagnóstico da endometriose é feito principalmente por meio de exames ginecológicos, como o toque, que são fundamentais para identificar a gravidade da doença.
As unidades básicas de saúde oferecem atendimento e exames de diagnóstico para prevenir o agravamento da endometriose. Em casos em que a cirurgia se faz necessária, as pacientes são encaminhadas para hospitais especializados. O tratamento da endometriose varia de acordo com a idade e a gravidade do caso de cada paciente.
O cirurgião ginecologista Roberto Carvalhosa, com 44 anos de experiência na área, destaca a importância de identificar os primeiros sintomas da doença. Ele ressalta que muitas mulheres procuram ajuda médica apenas quando a dor se torna insuportável, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento. Carvalhosa alerta que o diagnóstico da endometriose pode levar de sete a nove anos para ser confirmado, tornando essencial a realização de exames clínicos rigorosos.
O especialista destaca que a endometriose não afeta apenas a saúde física das mulheres, mas também tem impactos psicológicos, sociais e profissionais. Muitas pacientes enfrentam dificuldades para engravidar, sofrem com dores crônicas e têm sua qualidade de vida comprometida pela doença. Carvalhosa enfatiza a importância de um diagnóstico precoce e de um tratamento individualizado, respeitando as particularidades de cada caso de endometriose.




