Após o procedimento, os médicos geralmente recomendam um período de repouso relativo, aconselhando que o paciente evite esforços físicos, não coce os olhos e mantenha um cuidado especial durante os primeiros dias de recuperação. Além disso, é comum a prescrição de colírios antibióticos e anti-inflamatórios para evitar complicações e auxiliar na cicatrização.
A catarata é caracterizada pela opacidade do cristalino, que é a lente natural do olho. Com o passar do tempo, essa condição pode comprometer seriamente a visão, levando os pacientes a experimentarem sintomas como visão turva, sensibilidade à luz e dificuldades para distinguir cores, especialmente à noite. Eles também podem perceber halos ao redor de fontes de luz e, em casos mais severos, podem experimentar visão dupla ou a necessidade frequente de alterar a graduação dos óculos.
A presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Maria Auxiliadora Frazão, destaca a importância de adiar a cirurgia até que a catarata comece a interferir significativamente na qualidade de vida do paciente. Para garantir a eficácia do tratamento, o ideal é que a cirurgia ocorra em um olho por vez, com um intervalo de algumas semanas entre os procedimentos, estratégia essa já adotada por Lula, que anteriormente operou o olho direito.
Como toda intervenção cirúrgica, a operação de catarata também apresenta riscos, como infecções e descolamento de retina. Por isso, é crucial que a cirurgia seja planejada com cuidado e que exames detalhados sejam realizados para assegurar que o paciente esteja apto para o procedimento, especialmente em casos de diabetes ou outros problemas predisponentes.
No Brasil, essa cirurgia é a mais comum dentre os procedimentos eletivos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dados do Observatório da Saúde Ocular revelam que entre janeiro de 2015 e novembro de 2025, foram realizadas cerca de 7,8 milhões de cirurgias de catarata pelo SUS, com um impressionante crescimento de 120% na última década. Em 2015, foram registradas 470 mil cirurgias, enquanto em 2025 esse número saltou para mais de um milhão, refletindo a crescente demanda e a importância do serviço de saúde pública nesta área. A maioria das cirurgias realizadas é em pacientes entre 40 e 69 anos, seguida por aqueles com 70 anos ou mais, evidenciando a prevalência da catarata na população mais velha.
