Essa pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em colaboração com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O estudo serve como fase classificatória para o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, cuja cerimônia de premiação está agendada para maio deste ano.
Renilson Rehem, médico sanitarista e ex-presidente do Ibross, afirma que o objetivo do levantamento é não apenas estabelecer um ranking, mas também dar visibilidade aos hospitais que se destacam. “O importante é promover uma pauta positiva para os hospitais públicos, que frequentemente são vistos sob uma luz negativa devido aos desafios que enfrentam”, destacou Rehem. Isso é uma tentativa de apoiar o Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuir para seu desenvolvimento.
Os critérios adotados para a avaliação dos hospitais incluem a acreditação hospitalar — um processo voluntário que certifica a qualidade dos serviços de saúde — além de taxas de ocupação e mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva e tempo médio de permanência dos pacientes internados.
Após São Paulo, Goiás figura como o segundo estado com o maior número de hospitais de excelência, contabilizando 10% da lista. Outros estados como Pará e Santa Catarina compartilham 7% cada, seguidos por Pernambuco, Rio de Janeiro e Paraná que têm 6% cada. A pesquisa também incluiu instituições de saúde dos governos federal, estadual ou municipal que prestam serviços exclusivamente pelo SUS, sem envolvimento com operadoras de saúde.
A predominância de São Paulo no ranking é justificada pelo amplo número de hospitais públicos que oferecem atendimento integral pelo SUS, que inclui tanto instituições estaduais quanto municipais. A disparidade em relação a outros estados reforça a necessidade de um suporte contínuo e de melhorias em toda a rede de saúde pública do Brasil.
Cerca de 50 leitos foram considerados como critério básico para a inclusão, sendo que o estudo não envolveu hospitais psiquiátricos ou de longa permanência. Esse levantamento é um passo crucial para reconhecer os esforços das instituições que trabalham em prol da saúde pública e da melhoria contínua dos serviços oferecidos à população.
