Em entrevista à Agência Brasil, a especialista ressaltou que mesmo a exposição eventual a sons altos pode provocar prejuízos à saúde auditiva, como zumbidos e perda de audição. O convívio constante com ruídos intensos também pode gerar impactos psicológicos, como irritabilidade e distúrbios do sono, além de problemas metabólicos, cardiovasculares e digestivos.
Segundo o coordenador do Comitê de Acústica Ambiental da ProAcústica, Rafael Andrade, a poluição sonora deve ser encarada como uma questão de saúde pública devido aos diversos malefícios que pode causar. Além das perdas auditivas, a exposição prolongada ao ruído pode levar a consequências negativas tanto fisiológicas quanto psicológicas, como aumento do estresse, problemas cardiovasculares e distúrbios de ansiedade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que níveis de ruído acima de 75 decibéis são prejudiciais à audição humana, e a legislação brasileira estabelece limites para a exposição ao ruído em ambientes de trabalho. Durante as festividades de fim de ano, como as comemorações e fogos de artifício, os níveis de ruído podem ultrapassar os 120 dB, o que representa um risco elevado para a saúde auditiva.
Para preservar a saúde auditiva, recomenda-se reduzir o volume dos fones de ouvido, utilizar protetores auriculares em ambientes ruidosos e evitar exposição prolongada a ruídos intensos. O Ministério da Saúde destaca a importância da conscientização da população sobre os danos do excesso de ruído e oferece cuidados em saúde auditiva de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
É fundamental que medidas de prevenção e educação sejam adotadas para garantir a proteção da audição e a qualidade de vida da população diante dos desafios apresentados pela poluição sonora. A conscientização sobre os impactos do barulho excessivo nas festividades de fim de ano é essencial para promover a saúde auditiva e o bem-estar de todos.
