SAÚDE – IBGE e Ministério da Saúde lançam pesquisa abrangente sobre hábitos de saúde e acesso a serviços em mais de 140 mil domicílios brasileiros.

Na última quinta-feira, 2 de novembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, anunciou a realização da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2026. Este estudo, que promete impactar diretamente as políticas públicas e a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), irá investigar, em mais de 140 mil domicílios, aspectos relacionados a hábitos de vida, acesso e utilização de serviços de saúde, além de doenças crônicas e condições específicas da saúde do idoso.

As visitas para coleta de dados começarão na próxima segunda-feira, 6 de novembro. Segundo informações divulgadas, a pesquisa será realizada por meio de um amplo levantamento domiciliar, que, embora seja amostral — ou seja, não abarcará todos os lares —, garantirá uma representação fiel do panorama nacional. Essa abordagem visa assegurar que os resultados reflitam as realidades diversas em todos os estados e regiões do Brasil. Marina Águas, gerente de Pesquisas de Saúde do IBGE, enfatizou a importância disso, afirmando que os pesquisadores estarão presentes em várias localidades, distribuindo coletes identificadores do Instituto para realizar essa missão.

Uma das principais inovações trazidas pela edição de 2026 é a coleta de biomarcadores de saúde para pessoas com mais de 35 anos. Serão analisados elementos como sódio, potássio, creatinina, colesterol, hemoglobina glicada, ácido úrico e a presença de metais pesados, como chumbo e mercúrio. Além disso, a pesquisa incluirá testes sorológicos para Chikungunya, ampliando o escopo investigativo.

Ainda segundo Águas, o questionário da PNS será extenso e detalhado, permitindo uma análise mais profunda dos temas abordados. Essa estratégia amostral viabiliza a obtenção de dados mais abrangentes, garantindo estatísticas precisas e relevantes para a população como um todo.

A PNS, que teve sua primeira edição em 2013, surgiu com o objetivo de expandir os temas abordados nos suplementos de saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), utilizada até 2008. Desde então, a pesquisa consolidou-se como uma referência nacional, monitorando desigualdades e condições de saúde da população brasileira. Seus resultados têm sido fundamentais não apenas para a formulação de políticas de saúde, mas também para ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, com impacto significativo no bem-estar dos cidadãos.

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