Durante uma recente visita ao Hospital Universitário de Brasília, Padilha enfatizou que os efeitos de guerras vão muito além da perda de vidas e da destruição de infraestrutura de saúde. “Toda a guerra faz mal à saúde. Ela mata inocentes, destrói unidades de saúde e pode afetar a cadeia de distribuição global”, afirmou. Embora o governo esteja vigilante, até o momento não houve impacto direto nos custos logísticos de medicamentos no Brasil.
Desde o início das hostilidades, que se intensificaram no final de fevereiro, o principal efeito imediato foi no mercado de petróleo. O preço do barril atingiu cifras alarmantes, ultrapassando os US$ 120, e as expectativas são de que essa volatilidade permaneça, especialmente considerando as dificuldades de transporte através do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico que representa a passagem de cerca de 25% do petróleo mundial.
Nesse contexto, Padilha revelou que esteve em contato com autoridades da China e da Índia para discutir as potenciais repercussões da guerra sobre a importação de insumos para medicamentos. Ele ressaltou o risco inerente à situação, principalmente porque a maioria dos medicamentos depende de produtos derivados do petróleo, cuja escassez ou aumento de preços pode gerar um efeito cascata em diversos setores.
“Com um aumento no preço do petróleo, aliado a dificuldades no transporte, a guerra pode, sim, impactar a disponibilidade de matérias-primas essenciais”, analisou o ministro. Com a situação ainda em desenvolvimento, as autoridades continuam a vigiar de perto os desdobramentos do conflito, na esperança de mitigar quaisquer consequências negativas para a saúde pública e a economia.







