O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que esclareceu que os recursos são provenientes de um acordo judicial firmado com as empresas envolvidas no desastre: Samarco, Vale e BHP. Essa negociação entre o governo e as empresas responsáveis torna-se central não apenas para a reparação dos danos causados, mas também para a construção de novas bases para a saúde pública nas áreas atingidas.
Padilha ampliou as informações ao destacar que o investimento faz parte do “Novo Acordo do Rio Doce”, um plano abrangente que inclui ações voltadas para o fortalecimento da infraestrutura de saúde, vigilância e assistência, além de iniciativas voltadas para a saúde digital e a formação de profissionais na área. O maior volume de recursos, cerca de R$ 82,55 milhões, será aplicado na ampliação da infraestrutura de saúde, incluindo a construção de um novo complexo hospitalar em Colatina.
Esse complexo hospitalar se tornará um ponto-chave no tratamento de doenças crônicas, especialmente aquelas associadas à contaminação da água, conforme ressaltou o ministro. Além disso, a expansão da rede de saúde prevê a instalação de quatro novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e de dois centros de especialidades odontológicas, além da aquisição de equipamentos para dois centros de reabilitação.
Os recursos vão beneficiar as cidades de Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama. Durante a cerimônia de assinatura que oficializou o plano de liberação dos recursos, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, enfatizou que essa estrutura permitirá a oferta de cirurgias eletivas e serviços de saúde de qualidade, com um foco particular em grupos vulneráveis, como populações quilombolas e idosos.
Além da melhoria na infraestrutura, o governo também anunciou um fortalecimento da vigilância ambiental e toxicológica no estado. Isso incluirá a reestruturação do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que terá um papel vital na análise de metais pesados e na monitorização do impacto ambiental. Com essa série de medidas, espera-se um avanço significativo na saúde pública das comunidades afetadas, oferecendo serviços essenciais e promovendo a recuperação de uma região que ainda luta para se reerguer após os estragos causados pela tragédia ambiental.







