SAÚDE – Força Nacional do SUS é enviada a Roraima para avaliar saúde em meio a crise na Venezuela e possíveis impactos com migração.

O Ministério da Saúde do Brasil mobilizou uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para Roraima, um estado situado na fronteira com a Venezuela. O esforço visa a avaliação das estruturas de saúde locais, bem como a capacidade de atendimento, a disponibilidade de profissionais, vacinas e outros insumos essenciais à saúde pública. Essa iniciativa surge em um contexto de crescente tensão na região, motivada por um recente ataque militar que envolveu a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela.

Em comunicado oficial, o Ministério delineou um plano de contingência para garantir que o SUS esteja preparado para uma eventual intensificação da crise internacional, refletida no aumento do fluxo de migrantes que atravessam a fronteira. Apesar de o ministério ter destacado que, até o momento, o padrão de migração permanece estável, a preparação para um possível agravamento dos eventos na Venezuela se torna crucial.

As equipes enviadas têm significativa experiência em situações de emergência e desenham estratégias para identificar e, se necessário, ampliar as capacidades hospitalares na região. Caso a demanda aumente substancialmente, o governo se comprometeu a implantar hospitais de campanha e a expandir já existentes, buscando minimizar o impacto sobre o sistema público de saúde.

Adicionalmente, o Ministério reafirmou seu compromisso com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), colocando-se à disposição para ações de ajuda humanitária. Isso inclui o fornecimento de medicamentos e insumos críticos, como aqueles utilizados em diálises, especialmente após a destruição do principal centro de distribuição em La Guaira, na Venezuela.

A assistência do SUS é um direito assegurado para todos os indivíduos em território brasileiro, independentemente de nacionalidade ou situação migratória. O ministério enfatizou o papel do SUS como uma referência internacional na promoção de atendimento médico integral.

No contexto do ataque militar na Venezuela, ocorrido no último sábado em Caracas, diversas explosões foram registradas, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa. Esse episódio, que remete a um padrão histórico de intervenções norte-americanas na América Latina, reabre discussões sobre as intenções geopolíticas dos EUA na região, onde forças internacionais têm frequentemente buscado exercer controle sobre recursos estratégicos, como o petróleo venezuelano, que detém uma das maiores reservas do mundo. A ação evidência uma nova estratégia que visa isolar a Venezuela de seus parceiros geopolíticos, como China e Rússia, e levantar questionamentos sobre a legitimidade das alegações de narcotráfico que envolvem o governo Maduro.

Sair da versão mobile