SAÚDE – Fiocruz inicia estudo sobre injeção semestral de prevenção ao HIV para incorporar ao SUS com o medicamento lenacapavir, já aprovado pela Anvisa.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dá um passo significativo na luta contra o HIV ao iniciar um estudo voltado para avaliar a incorporação de uma nova forma de profilaxia no Sistema Único de Saúde (SUS). A investigação, que teve seu início anunciado na última sexta-feira (16), terá como base a vacina lenacapavir, desenvolvida pela farmacêutica Gilead Sciences. A intenção é verificar a viabilidade e as implicações de incluir essa opção de prevenção ao HIV no sistema público de saúde brasileiro.

A escolha do lenacapavir como profilaxia pré-exposição, também conhecida como PrEP, foi oficialmente aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 12 de outubro. O medicamento apresenta uma eficácia extremamente alta no combate ao vírus HIV-1 e se destaca como uma injeção subcutânea que deve ser administrada a cada seis meses. Essa abordagem inovadora é particularmente relevante, uma vez que proporciona uma alternativa para aqueles que em geral podem ter dificuldades em manter uma adesão rigorosa a métodos diários de prevenção.

Os critérios de utilização do medicamento, segundo as orientações da Anvisa, abrangem adultos e adolescentes a partir dos 12 anos, desde que pesem no mínimo 35 quilos e estejam em risco de contrair o HIV. Antes do início do tratamento, é imprescindível que o paciente realize um teste para garantir um resultado negativo para o HIV-1, assegurando assim que a medicação será administrada da forma correta.

O estudo conduzido pela Fiocruz, intitulado ImPrEP LEN Brasil, terá foco especial em um público específico: homens gays, bissexuais, pessoas não binárias designadas ao sexo masculino ao nascer, bem como pessoas transgênero com idades entre 16 e 30 anos. Essa estratégia visa coletar dados valiosos sobre a eficácia e a aceitação do medicamento dentro desse grupo demográfico.

A previsão é que as primeiras doses do lenacapavir sejam disponibilizadas em diversas cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Manaus, Campinas e Nova Iguaçu. A Fiocruz confirmou que as doses, fornecidas pela Gilead Sciences, já estão prontas, mas a execução do plano de vacinação depende da chegada de agulhas específicas ao Brasil. Essa iniciativa não apenas representa um avanço no tratamento e prevenção do HIV, mas também destaca o compromisso contínuo do Brasil em combater a epidemia de HIV/AIDS de maneira inovadora e eficaz.

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