O presidente da SBP, Edson Liberal, afirma que, embora essas festas sejam momentos de alegria, elas aumentam a exposição das crianças a fogueiras, fogos de artifício, churrasqueiras e alimentos quentes. Para as crianças menores de cinco anos, a situação é especialmente preocupante, pois representam mais da metade das internações pediátricas por queimaduras no Brasil. De acordo com dados obtidos na análise realizada pela SBP, esse grupo etário corresponde a 53,8% das internações por queimaduras registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos anos.
Entre 2024 e 2025, foram contabilizadas aproximadamente 13.800 internações de crianças e adolescentes por queimaduras e outros acidentes térmicos graves. Este número, que revela a seriedade do problema, representa apenas os casos que exigiram hospitalização, sugerindo que a realidade pode ser ainda mais alarmante, uma vez que muitos episódios leves e moderados não são registrados nas estatísticas oficiais.
A SBP não possui uma estimativa precisa para as queimaduras que não resultam em internação, reconhecendo que muitos episódios ocorrem em unidades de pronto atendimento ou são tratados em casa. Isso destaca a necessidade de uma vigilância cuidadosa durante as festas, onde fogos de artifício e objetos inflamáveis são uma constante.
Recomendações específicas para a segurança infantil incluem a proibição do manuseio de fogos de artifício e fósforos por crianças, além de mantê-las sempre sob a supervisão de um adulto e longe de qualquer fonte de calor. A boa notícia é que, com medidas de prevenção e atenção adequada, a maioria dessas queimaduras pode ser evitada. As estatísticas revelam que, em média, quase 20 crianças e adolescentes são internados diariamente por queimaduras, com uma quantidade significativa de casos ocorrendo em ambientes domésticos, frequentemente relacionados ao preparo de alimentos.
Nesta época do ano, a curiosidade das crianças, que é fundamental para seu desenvolvimento, deve ser acompanhada de educação sobre os perigos associados a atos comuns na rotina, como manusear objetos quentes ou acessíveis. Os pais e responsáveis são incentivados a adaptar seus lares para minimizar os riscos e garantir a segurança de seus filhos, preservando assim o espírito festivo das celebrações e, ao mesmo tempo, protegendo a integridade física das crianças.

