A neurite vestibular afeta o funcionamento dos nervos do labirinto, resultando em sintomas como vertigem, mal-estar, aceleração dos batimentos cardíacos, palidez, suor frio e vômitos. Geralmente, o diagnóstico é feito com base nos sintomas, sendo que a inflamação costuma ocorrer por infecções virais, como influenza e covid-19.
O tratamento tradicional para a neurite vestibular envolve o controle dos sintomas e a administração de anti-inflamatórios à base de corticoides. Apesar de não representar risco à vida, a doença pode deixar sequelas, como a incapacidade de o labirinto voltar ao normal ou o desenvolvimento de um quadro de tontura crônica.
Devido à sua idade avançada, 77 anos, Dilma tem mais chances de sofrer sequelas decorrentes da neurite vestibular. O mecanismo de compensação que permite ao ouvido saudável assumir a função do ouvido afetado piora com o passar dos anos, tornando a recuperação mais desafiadora.
É importante ressaltar que todas as formas de tontura e vertigem devem ser investigadas, uma vez que podem ser sintomas de outras condições, como AVC ou enxaqueca. A otoneurologista Lisandra Megumi enfatiza a importância de buscar atendimento médico adequado para investigar corretamente a causa dos sintomas e receber o tratamento adequado.
