O LAC Code é composto por 17 ações, incluindo orientações já conhecidas como evitar fumar, praticar exercícios físicos, controlar o peso e manter uma alimentação saudável. De acordo com a consultora nacional da Unidade Técnica de Determinantes da Saúde, Doenças Crônicas não Transmissíveis e Saúde Mental da Opas/OMS no Brasil, Larissa Veríssimo, o código traduz as evidências científicas mais recentes e as recomendações simples para que a população e os líderes possam andar na direção para prevenção do câncer.
Segundo o Inca, o câncer ocupa o segundo lugar entre as causas mais frequentes de morte no Brasil, perdendo apenas para doenças cardiovasculares. Entre os fatores de risco, o tabagismo é o maior vilão, responsável por 161 mil mortes por ano. O consumo de alimentos ultraprocessados também é um fator de risco, contribuindo para mais de 57 mil óbitos anuais. Em relação ao álcool, 9 mil mortes por câncer são atribuíveis ao consumo desse tipo de bebida.
O diretor-geral do Inca, Roberto de Almeida Gil, defende que o investimento em prevenção é uma forma de evitar gastos com tratamento, que apresentam uma tendência cada vez mais crescente. Ele destacou que o câncer é um redutor de produtividade da economia e que é essencial avaliar seu impacto na capacidade produtiva.
Além disso, o diretor-geral apresentou estudos sobre impactos econômicos positivos que haveria com a mitigação de alguns fatores de risco, como a redução do consumo de carne processada e do álcool. Ele também defendeu uma restrição ao uso de agrotóxicos no país.
Durante o encontro, também foi destacada a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC), descrita pela Lei 14.758, sancionada em dezembro do ano passado. A coordenadora de Prevenção e Vigilância do Inca, Marcia Sarpa, ressaltou que a política e o Código Latino-Americano e Caribenho contra o Câncer são duas iniciativas que se complementam e se reforçam, demonstrando a importância de atuar em ações de prevenção específica para evitar o câncer.
