Alves enfatiza que hábitos saudáveis são essenciais para controlar o colesterol e minimizar o risco de outras condições, como infarto. “Todo mundo deve fazer um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose”, aconselhou. Quando os resultados mostram níveis elevados, procurar um médico e seguir o tratamento indicado é crucial. O cardiologista criticou a busca por informações antidrogas nas redes sociais, alertando que interromper tratamentos pode aumentar os riscos à saúde.
Além disso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia destaca que altos níveis de colesterol estão frequentemente associados a estilos de vida prejudiciais, o que, segundo Alves, torna ineficaz dietas extremas, como a dieta carnívora — que elimina alimentos vegetais. Para ele, uma alimentação equilibrada, que inclua proteínas, carboidratos e gorduras saudáveis, é fundamental. O excesso de carne vermelha, particularmente, foi apontado como um agravante para o colesterol LDL, conhecido como o “colesterol ruim”.
Adotar um estilo de vida saudável é outra recomendação vital para manter os níveis de colesterol sob controle. Isso inclui uma dieta que evite caminhadas excessivas de gordura saturada, comum em carnes vermelhas e alimentos ultraprocessados. O cardiologista explicita, ainda, que a prática de exercícios deve ser regular, com recomendações que variam de 150 a 300 minutos por semana. Qualidade do sono também é um fator a ser considerado, pois noites mal dormidas podem elevar os níveis de colesterol e triglicerídeos.
Nos casos de hipercolesterolemia geneticamente predisposta, o tratamento muitas vezes exige o uso de medicamentos, como as estatinas, que devem ser rigorosamente seguidos, tendo em vista a eficácia comprovada destas drogas em prevenir eventos cardiovasculares graves. O especialista lamenta a desinformação que circula nas redes sociais, que muitas vezes distorcem a verdade sobre os riscos do colesterol e a importância das estatinas.
Por fim, Alves adverte sobre a gravidade da hipercolesterolemia familiar, uma condição que pode levar a infartos em crianças. A obesidade, frequentemente associada a outras doenças metabólicas, também é um fator de risco crescente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, infartos e AVCs são as principais causas de morte em todo o mundo, e o controle do colesterol, dieta e hábitos de vida saudáveis são essenciais para reverter essa tendência preocupante.




